CAMPINAS

Manifestantes já estão reunidos para iniciar novo protesto

Um pequeno grupo de manifestantes forçou o fechamento da Avenida Francisco Glicério

Correio
24/06/2013 às 17:11.
Atualizado em 25/04/2022 às 11:42

Cerca de 150 manifestantes estão reunidos em frente ao Largo do Rosário, em Campinas, para participar do novo protesto marcado para esta segunda-feira (24). A concentração dos ativistas estava marcada para às 17h. Alguns manifestantes discutem qual será o itinerário que deverão seguir na passeata. 

Um pequeno grupo de manifestantes forçou o fechamento da Avenida Francisco Glicério. 

Por volta das 16h30, viaturas da Guarda Municipal (GM) bloquearam a Rua Barreto Leme, com as sirenes ligadas. De acordo com as primeiras informações, a GM bloqueou a rua para se organizar durante as manifestações de hoje (24).

Estabelecimentos comerciais da região central já começaram a fechar as portas para prevenir possíveis ações de vândalos.

O movimento desta segunda (24) foi novamente articulado na página da rede social do Facebook e há mais de 10 mil pessoas com presença confirmada.

O encontro ganhou nome de “3º Grande Ato de Campinas”. O trajeto não está definido na descrição do evento, porém, alguns participantes, por meio de pesquisas virtuais, sugerem o fechamento de rodovias. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que não foi avisada formalmente sobre o protesto, mas que acompanhará a passeata bloqueando o trânsito.

Na descrição do evento criado na internet, o grupo pede que o foco seja o transporte público de Campinas. “Pelo Brasil, os atos estão tomando proporções gigantescas e agora não é mais somente sobre centavos, diversas pautas entraram no protesto, mas precisamos manter o foco”, informa a página. Em seguida, alerta que isso “não significa não poder pautar outras coisas”, mas que, o com o foco em transporte, é possível obter vitórias concretas.

O grupo classificou como objetivo do protesto a retirada dos dois últimos aumentos: baixando a tarifa de R$ 3,00 — que começa a vigorar hoje — para R$ 2,85. Pede uma auditoria popular no preço e nos reajustes feitos até agora; passe livre para estudantes e desempregados e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara, que já foi proposta, mas até hoje não teve apoio dos vereadores.

Segundo a descrição na página, o ato marcado para hoje é uma frente com apoio do Coletivo Juntos!; Domínio Público; Levante, Levante Popular; Anel; Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Puc-Campinas e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dos grêmios do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), Culto à Ciência, Escola Comunitária e da Escola Técnica Estadual Conselheiro Antonio Prado (Etecap).

Sem vandalismo

Na página criada para divulgar o evento, vários participantes propuseram atitudes para conter os atos de vandalismo registrados nos últimos dias. Entre as proposta está a de se sentar quando os mais exaltados começarem a praticar atos de vandalismo; se vestir de branco ou realizar o movimento durante o dia. A página também tem registro de depoimentos e opiniões sobre as manifestações nesses últimos dias, com sugestões de como devem ser realizados os movimentos nos próximos dias.

Com informações de Bruna Mozer/AAN 

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