INTERNACIONAL

Bombardeios israelenses na Síria matam 15 combatentes do regime

O exército israelense bombardeou várias posições das forças leais ao regime de Bashar al-Assad na Síria em 24 horas, matando 15 combatentes em uma escalada das operações militares de Israel contra o país vizinho em guerra

AFP
03/06/2019 às 08:50.
Atualizado em 30/03/2022 às 21:06

O exército israelense bombardeou várias posições das forças leais ao regime de Bashar al-Assad na Síria em 24 horas, matando 15 combatentes em uma escalada das operações militares de Israel contra o país vizinho em guerra.No domingo, o presidente americano Donald Trump pediu ao regime de Assad e seu aliado russo para pôr fim à "carnificina" e "bombardeios infernais" em Idlib (noroeste), o último grande reduto jihadista na Síria.Esses eventos ilustram a complexidade do conflito que assola a Síria desde 2011, com o envolvimento de diversos atores e diversos potências.Desde o início da guerra na Síria, Israel realizou vários ataques contra o exército sírio, mas também contra as forças do Irã e do Hezbollah libanês, aliados do regime de Assad e grandes inimigos do Estado judeu, ambos com presença militar na Síria.Nesta segunda-feira, antes do amanhecer, o exército israelense disparou mísseis contra a base aérea T4 na província central de Homs, segundo a agência oficial síria Sana.Durante a noite, atacou posições pró-regime perto da capital Damasco e na província de Quneitra, alegando responder a foguetes disparados da Síria.No total, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), os bombardeios israelense mataram 15 combatentes: sete estrangeiros pró-regime em Kesswa, perto de Damasco, cinco soldados sírios na base T4 e três em Quneitra.A imprensa estatal síria falou de apenas quatro soldados sírios mortos.- "Mísseis inimigos" -Segundo a agência Sana, a defesa antiaérea síria em Damasco entrou em ação e derrubou "mísseis inimigos" lançados "do Golã ocupado" por Israel.O OSDH afirmou que "depósitos e posições das forças sírias, das forças iranianas e do Hezbollah foram alvos de bombardeios", especialmente em Kesswa.O exército israelense advertiu que "considerava o regime sírio" responsável por "todas as ações tomadas contra Israel"."Não vamos tolerar tiros contra o nosso território", alertou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.O mais recente bombardeio de Israel na Síria remonta a 27 de maio, quando um míssil atingiu a província de Quneitra, matando um soldado sírio. Israel diz que está determinado a impedir que o Irã se estabeleça militarmente na Síria, onde Teerã apoia o presidente Assad na guerra iniciada há oito anos e que já fez mais de 370.000 mortos.O regime de Assad, que agora controla 60% do país depois de ter multiplicado vitórias contra os rebeldes e jihadistas, parece ter como alvo a província de Idlib, em grande parte controlada pela organização Hayat Tahrir al Cham (HTS).Em um mês, cerca de 300 civis foram mortos nos bombardeios sírios e russos nesta província e em zonas limítrofes, de acordo com o OSDH. Segundo a ONU, pelo menos 23 hospitais e várias escolas foram atingidos, e mais de 270 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. burx-tgg/tp/al/zm/mr

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