novo governo

Mozart Neves Ramos deve assumir Educação

Doutor em Química pela Unicamp, o químico, educador e escritor Mozart Neves Ramos deverá ser confirmado hoje como o ministro da Educação

Renato Piovesan
22/11/2018 às 10:38.
Atualizado em 05/04/2022 às 23:53

Doutor em Química pela Unicamp, o químico, educador e escritor Mozart Neves Ramos deverá ser confirmado hoje como o ministro da Educação do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ontem, os dois se reuniram em Brasília para trocar ideias, e um novo encontro, possivelmente para selar a indicação, está previsto para hoje. Atualmente diretor do Instituto Ayrton Senna, Ramos já tinha sido sondado pelo presidente Michel Temer (MDB) e pelo governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) para compor seus governos, mas declinou de ambos convites. Ramos é um nomes bastante conhecido na educação. Em entrevistas, ele já defendeu a valorização da carreira dos professores como forma de resolver um dos gargalos da educação. Ele não é vinculado a nenhum partido político, e por isso sempre teve bom trânsito bem tanto pela esquerda quanto pela direita - tem boas relações inclusive com Fernando Haddad (PT), candidato derrotado por Bolsonaro nas eleições. Os dois se aproximaram durante o período em que Ramos ocupou a Secretaria de Educação de Pernambuco, entre 2003 e 2006, no governo de Jarbas Vasconcelos (MDB). Haddad era o ministro da Educação. Em nota, o Instituto Ayrton Senna informou que o encontro de ontem foi “apenas uma reunião técnica”, em continuidade a uma outra que aconteceu há uma semana com o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni. O instituto desmentiu que Ramos tivesse sido convidado para a Pasta. Segundo o comunicado, durante a reunião “foram apresentados um diagnóstico e caminhos para melhorar a educação brasileira preparados pelo Instituto Ayrton Senna” - mesmos assuntos abordados no encontro anterior com Lorenzoni, no dia 14 desse mês. Ex-secretário de Educação de Pernambuco, Ramos foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidiu diversas entidades educacionais, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Todos pela Educação e fez parte do Conselho Nacional de Educação (CNE). A aproximação de Bolsonaro com o Instituto Ayrton Senna ocorreu enquanto ele ainda era candidato. A presidente do instituto e irmã do piloto Ayrton Senna, Viviane Senna, foi convidada por Bolsonaro para ssumir o Ministério - uma indicação que contou pontos para a deputada eleita Joyce Hasselmann (PSL), que foi quem apresentou Viviane a Bolsonaro. (Com Agência Brasil e Agência Estado)

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por