Empresário do ramo imobiliário, de 69 anos, anunciou nesta terça-feira (16) que vai entrar na disputa pela Casa Branca e prometeu restaurar a grandeza dos Estados Unidos

Magnata Donald Trump criticou intensamente os dirigentes americanos: eles estão "controlados pelos lobbies e interesses especiais" ( Divulgação)
O multimilionário do ramo imobiliário Donald Trump, 69 anos, anunciou nesta terça-feira (16) que vai entrar na corrida pela Casa Branca e prometeu que, se eleito presidente, buscará restaurar a grandeza dos Estados Unidos."Estou oficialmente na corrida pela presidência dos Estados Unidos, vamos fazer nosso país grande de novo", assinalou Trump em um pronunciamento na torre tem que seu nome, na Quinta Avenida, em Nova York.Trump criticou intensamente os dirigentes americanos, todos "estúpidos", segundo ele, e "controlados pelos lobbies e interesses especiais". "Nosso país tem verdadeiros problemas", declarou. "Nossos inimigos ficam mais fortes e nós, mais fracos".O magnata fez sua aparição no palco, após descer escadas rolantes, com a canção "Rockin In The Free World", interpretada pelo canadense Neil Young, ao fundo.Personagem exuberante, muito conhecido nos Estados Unidos por falar sem eufemismos, Trump já tinha contemplado se apresentar candidato à presidência em 1988, 2000, 2004 e 2012, mas renunciou e nas últimas eleições, apoiou o candidato republicano Mitt Romney.O magnata da construção se identifica como republicano, mas no lançamento de sua candidatura não especificou se participaria da campanha com o apoio do partido ou de forma independente.Vários republicanos, de menor ou maior projeção, já anunciaram suas candidaturas para representar o partido nas presidenciais de novembro de 2016. Jeb Bush, filho e irmão de dois ex-presidentes, respectivamente, fez seu anúncio na segunda-feira.Mas as pretensões de Trump se chocam com a realidade das pesquisas de opinião. No mês passado, só 5% dos eleitores disseram que votariam em Trump nas primárias republicanas, segundo estudo da Universidade de Quinnipiac.Em março, 51% de todos os eleitores disseram que definitivamente não votariam nele, segundo outra pesquisa da Quinnipiac.Sem se deixar abater Mas as pesquisas não desanimam Trump. "Tristemente, o sonho americano está morto, Mas se for eleito presidente, o trarei de volta maior, melhor e mais forte do que nunca, e tornaremos os Estados Unidos grandes outra vez", afirmou.Considerado uma das personalidades menos politicamente corretas da vida pública, Trump criticou a política econômica e externa americana e ridicularizou seus adversários.Entre suas promessas, falou em reforçar o setor militar, fazer frente ao grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, apoiar o porte de armas e por um fim à ordem do presidente Barack Obama de não deportar migrantes sem documentos.Em seu discurso peculiar, Trump defendeu reconstruir a infraestrutura em crise e criar postos de trabalho. "Nosso país está em sérios problemas", disse. O Comitê Democrático Nacional, principal organização dos democratas, reagiu com sarcasmo antes de que Trump terminasse seu discurso de 45 minutos: "aporta algo da tão necessária seriedade que brilhou por sua ausência no campo GOP (Partido Republicano), e esperamos escutar mais de suas ideias para a nação", disse a porta-voz, Holly Shulman.Desestimando os números oficiais que falam de menos de 6%, o candidato disse que o desemprego nos Estados Unidos beira 20% e afirmou que a China e o México roubaram os empregos dos americanos.Donald, como é mais conhecido, anunciou que tem um patrimônio total de mais de 8,7 bilhões de dólares, o dobro do estimado pela revista Forbes (US$ 4,1 bilhões).Trump fez fortuna no setor imobiliário. Ele também é proprietário da organização Miss Universo e produtor de um programa de TV, "The Apprentice".