dia do trabalho

Mundo celebrou 1° de Maio confinado

Sem manifestações, ou desfiles. O planeta celebrou confinado o 1° de Maio, devido à pandemia de coronavírus, que já matou 235.000 pessoas

France Press
02/05/2020 às 09:15.
Atualizado em 29/03/2022 às 12:23

Sem manifestações, ou desfiles. O planeta celebrou confinado o 1° de Maio, devido à pandemia de coronavírus, que já matou 235.000 pessoas e afeta profundamente a economia mundial, enquanto continua a alimentar a tensão entre Estados Unidos e China. Este ano, o Dia Internacional do Trabalho, feriado em muitos países (com exceção de Estados Unidos, Canadá e Austrália) transcorreu sem concentrações, pela primeira vez na história dos sindicatos, que pediram outras formas de mobilização - nas sacadas, janelas, ou nas redes sociais. Caso da Indonésia, onde a principal confederação espalhou faixas por 200 cidades e lançou uma campanha na Internet, convidando “a se manifestar em casa”. Ou então em Zaragoza, na Espanha, com a população se manifestando de carro, com bandeirinhas e cartazes pela janela. A principal reivindicação é que os salários sejam garantidos porque, como acontece no restante do mundo, a pandemia obrigou inúmeras empresas a reduzirem, ou suspenderem suas atividades. Nas Filipinas, cerca de 23 milhões de pessoas, quase um quarto da população, estão ameaçadas pela fome, alertou o líder sindical Jerome Adonis. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo menos 1,6 bilhão de pessoas podem perder o emprego, devido ao confinamento e à subsequente recessão histórica. Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que dezenas de países correm o risco de ficar sem vacinas contra sarampo pelas restrições no transporte aéreo. Os Estados Unidos, país mais afetado com quase 63.000 mortes, registrou mais de 30 milhões de pedidos de seguro-desemprego desde meados de março, um recorde. OMS A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ontem que a origem do novo coronavírus é “natural”, em meio às acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que foi criado em um laboratório chinês. A epidemia, que apareceu em Wuhan (China central) em dezembro, infectou mais de 3,2 milhões de pessoas em todo mundo. “Em relação à origem do vírus em Wuhan, ouvimos vários cientistas que estudaram o vírus e garantimos que o vírus é de origem natural", afirmou o diretor de Programas de Emergência da OMS, Michael Ryan, ao ser questionado por um jornalista durante uma entrevista coletiva virtual. "O que importa é que investiguemos o hospedeiro natural do vírus", acrescentou ele”.

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