CRIMES DE GUERRA

Nações Unidas condena ataques a civis na Síria

O Conselho de Segurança da organização expressou, nesta quinta-feira, sua indignação com os bombardeios a instalações médicas no país

France Press
12/05/2016 às 20:59.
Atualizado em 23/04/2022 às 00:33

O Conselho de Segurança da ONU expressou sua indignação nesta quinta-feira (12) com os ataques a civis e a instalações médicas na Síria e advertiu que podem ser considerados como crimes de guerra. Apoiado pela Rússia, aliado da Síria, o Conselho fez esse anúncio antes de uma reunião crucial em Viena, na próxima terça-feira (17), entre os 17 países do Grupo Internacional de Apoio à Síria (GIAS). O grupo é copresidido por Rússia e Estados Unidos. Os 15 membros do Conselho "expressaram sua indignação com todos os recentes ataques na Síria contra civis e bens civis, incluindo instalações médicas, assim como com todos os ataques indiscriminados, e ressaltaram que essas ações podem ser consideradas como crimes de guerra", segundo um comunicado. O Conselho insistiu na "obrigação de diferenciar entre civis e combatentes e na proibição de realizar ataques indiscriminados e ataques contra a população civil e seus bens". O embaixador egípcio, Amr Abulatta, à frente do Conselho este mês, afirmou que restabelecer o cessar-fogo na Síria é uma prioridade. "Devemos nos manter firmes frente a qualquer violação do cessar de hostilidades", declarou, acrescentando que "estamos em contato com todos os lados na Síria e buscaremos encontrar uma solução para assegurar a situação". Já o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, considerou que é "importante" que a reunião do GIAS leve a um retorno à trégua decidida no final de fevereiro.

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