CARLO CARCANI

Neymar é isso aí

Carlo Carcani
carlo@rac.com.br
19/06/2013 às 22:56.
Atualizado em 25/04/2022 às 20:42

Neymar mostrou mais uma vez nesta quarta-feira, em Fortaleza, por que é um dos melhores jogadores do mundo. Mostrou por que o gigante Barcelona investiu pesado em sua contratação. Mostrou por que é titular absoluto da Seleção Brasileira e por que é admirado em todo o planeta.

Depois de marcar um golaço de sem-pulo com o pé direito na estreia, voltou a acertar um chute de primeira, contra o México, desta vez com o pé esquerdo. Não foi um gol tão bonito quanto o de sábado, mas teve a mesma serventia: quebrou o planejamento inicial do adversário e facilitou a construção da segunda vitória brasileira na Copa das Confederações.

Melhor jogador em campo, fechou a partida com um lance espetacular, passando entre dois mexicanos como se não tivesse ninguém a sua frente. Drible maravilhoso e assistência inteligente e perfeita, num lance que encantou o público.

Neymar merece viver momentos como esse. É um craque de altíssimo nível, que recentemente recebeu críticas injustas por não brilhar o tempo todo, como fez nesses dois jogos.

Na Copa de 2010, a Argentina foi eliminada ao perder para a Alemanha por 4 a 0. Uma derrota humilhante, com incontestável superioridade da equipe europeia. Messi estava em campo. Não brilhou, voltou para casa mais cedo e nem por isso deixou de ser um craque espetacular, o melhor de todos.

Neymar tem tudo para um dia vir a ser o melhor do mundo, principalmente agora que passará a se exibir no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões. É questão de tempo. Vaiá-lo ou criticá-lo como se fosse uma falsa promessa (tipo Ganso) não faz o menor sentido.

Quanto à Seleção como um todo, o desempenho até aqui tem sido bom. Marcou cinco gols, não sofreu nenhum e manteve o controle das duas partidas que disputou. O Grupo A não tem ninguém parecido com o Taiti. O México vinha de ótimos resultados contra a própria Seleção e o Japão... o Japão merece uma coluna só para ele na edição de sexta-feira. Perdeu dois jogos e foi eliminado, mas fez uma partida eletrizante em Pernambuco. Exigiu muito da Itália e por pouco não venceu.

As vitórias do Brasil, portanto, precisam ser valorizadas, apesar de ser evidente que a avaliação da performance no torneio será baseada nas três partidas finais.

No jogo desta quarta, o time começou muito bem, sufocando o México. Fez 1 a 0, continuou melhor e na metade do primeiro tempo começou a cair de produção. O jogo ficou morno, mas sob controle. O Brasil terá de mostrar muita coisa ainda para alcançar sua meta, mas, por enquanto, está cumprindo bem o seu papel.

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