Presidente do Verdão confirmou que Alberto Valentim comanda o time, domingo, contra o Fluminense

Há ruelas de terra; ligações clandestinas de água e luz; esgoto correndo ladeira abaixo, lixo amontoado ( Carlos Sousa Ramos / AAN)
Em uma concorrida entrevista coletiva, o presidente Paulo Nobre afirmou, nesta terça-feira (9), disse que o motivo da saída do técnico Oswaldo de Oliveira foi a sequência de resultados ruins que atrapalharam os objetivos da equipe, que é brigar pelas primeiras posições da tabela. E confirmou que Alberto Valentim comanda o Palmeiras contra o Fluminense, domingo (14), no Allianz Parque. "Nós chegamos a conclusão que os resultados estavam se afastando dos objetivos traçados e chegamos a conclusão que o melhor seria a troca do comando técnico", disse o presidente. "O Palmeiras passa a ser dirigido pelo Valentim. Ele comanda a equipe contra o Fluminense. Ele é um auxiliar com experiência e já demonstrou que pode comandar a equipe", explicou o dirigente, que deixou claro que Alberto será apenas interino e que o clube está no mercado atrás de um novo treinador.Nobre ainda disse que o Palmeiras tem elenco forte, em condições de ser campeão, e que a diretoria decidiu que o melhor seria agir neste momento. "Troca de comando no futebol não é uma coisa positiva e que deve ser evitada. Porém, a diretoria se pauta pela ação, não pela omissão. A gente pode errar agindo, mas não omitindo. Todas as trocas são pensando no melhor para o clube. Temos um bom elenco, forte e preparado para a disputa do Brasileiro", avaliou.O dirigente foi questionado sobre se as responsabilidades quanto aos resultados ruins do Palmeiras recaiam apenas sobre o treinador. Mas desconversou. "Se eu fosse apenas um torcedor, responderia fácil. Mas, como presidente, digo que é uma coisa interna. Posso te dizer que tenho respeito grande pelo treinador pessoal e profissionalmente. Gostaria de manter a relação pela pessoa que ele é", declarou. OSWALDO SE DESPEDE O técnico Oswaldo de Oliveira apareceu de surpresa para dar uma entrevista coletiva na Academia de Futebol e não poupou críticas por sua demissão no comando do Palmeiras. Adotando a tática do "bate e assopra", o treinador reclamou que a pressão externa sobre o presidente Paulo Nobre causou sua saída do clube e que o dirigente deveria ter sido mais racional."Sabemos que tem uma carga emocional muito grande vinda de fora, uma órbita e muita pressão que acaba desequilibrando as pessoas que comandam o futebol e não se sustentam no que é racional e óbvio", disse o treinador. "A sequência de trabalho era para ser mais respeitada, mas por motivos ou outros, não foi. As pessoas têm a incumbência de ter relações maiores com outras pessoas do que com um simples treinador. Meu trabalho deveria ter sido respeitado", comentou. Oswaldo assegura que se tivesse continuado, o Palmeiras daria a volta por cima no Brasileirão. "Fica uma lacuna pelo trabalho interrompido. Pela minha experiência, eu sei que o trabalho iria progredir. Claro que chama a atenção a atitude da diretoria do Palmeiras. Estávamos desenvolvendo um trabalho e de uma forma otimista e confiante, acreditava em um final feliz. Infelizmente não houve continuidade e foi por terra tudo que acreditava", analisou. "A ficha não caiu ainda. Difícil interromper o trabalho desta forma. Tanta expectativa, mas forças superiores hierarquicamente impedem que eu continue. Acho que chego aqui como treinador sem ter sido jogador porque sempre consegui respeitar e equilibrar tudo que foi feito. Está doendo", resumiu. Após ser comunicado da demissão, Oswaldo se despediu dos jogadores e funcionários do clube em um clima de muita tristeza, já que era querido pela maioria no clube. "Muito chato essa hora. É a porção mais sensível, mais afetiva, que é o relacionamento com os jogadores. Eu não tenho amigos dirigentes, empresários ou da imprensa, mas tenho amigos jogadores. Eles suam por mim e se deixam convencer pelo meu trabalho, principalmente alguns deles que começaram comigo, como Gabriel e Arouca, que conhecem meu trabalho faz tempo."