RMC

Número de lojas infantis cresce 27% em 5 anos

Segundo a associação comercial, 35% das vendas são do segmento vestuário e 31%, de brinquedos

Adriana Leite
05/07/2013 às 10:56.
Atualizado em 25/04/2022 às 09:46

O mercado de produtos voltados para o público infantil movimenta anualmente mais de R$ 7,1 bilhões na Região Metropolitana de Campinas (RMC). São mais de 1.650 estabelecimentos que trabalham com produtos focados em bebês, crianças e jovens. Há cinco anos, eram 1.300 lojas - um crescimento de 27% no período, transformando o setor em um dos mais concorridos no varejo.

De acordo com dados da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), 35% das vendas desse mercado na região é do segmento de vestuário. Os brinquedos são responsáveis por 31%; 24% são referentes a calçados; e móveis, decoração e outros produtos respondem por mais 10%.

O coordenador do Departamento de Economia da entidade, Laerte Martins, destacou que o mercado é promissor. Ele calculou que há cinco anos o faturamento do setor de produtos infantis , contemplando quatro grandes segmentos (vestuário, calçados, móveis e decoração), era de R$ 4,8 bilhões.

“A estimativa é que no ano passado tenha chegado a R$ 7,1 bilhões, o que significa uma alta de 48%”, comentou. No País, segundo o especialista, o mercado chega a R$ 50 bilhões.

A especialista no mercado de moda e decoração infanto-juvenil, Fernanda Cardoso de Menezes, afirmou que o segmento busca atender um público cada vez mais exigente. Os pequenos querem roupas confortáveis, mas que remetam a brincadeira e infância. “Outra tendência é peças que tenham símbolos do rock”, disse. E as crianças e jovens também gostam de roupas “descoladas”.

Ela é uma das organizadoras da Feira Internacional de Moda e Decoração Infantil do Ópera, que neste ano recebeu mais de 10 mil visitantes. “A moda infanto-juvenil cresce ano a ano e sempre surgem mais marcas no mercado. A feira teve a participação de 110 empresas, mas temos uma fila de mais de 60 marcas esperando para participar”, comentou Fernanda. Segundo ela, as grandes marcas que atendem o público adulto também criaram linhas para crianças e adolescentes.

Mercado 

O crescimento do número de estabelecimentos voltados para atender o pequeno consumidor acirra a concorrência no varejo - e os lojistas precisam de criatividade, diversidade de produtos, preços atrativos e bom atendimento para conquistar a freguesia.

“Quando abrimos aqui na General Osório há 17 anos, só tinha a nossa loja. Nos últimos dois anos, outras quatro foram abertas, mas apenas uma delas ainda está em funcionamento”, afirmou a gerente da Sol e Lua, Luciene Santos Ferreira.

Ela comentou que os consumidores buscam por bons produtos com preços competitivos. “Não sinto um crescimento muito forte nas vendas. Na verdade, acho que a situação está estagnada em função da concorrência e da situação econômica do País. Para conquistar os pais, é necessário ter bons preços, atendimento e saber negociar”, disse.

Já a gerente da Sonho da Mamãe Móveis e Decoração Infantil, Claudete Vieira dos Santos, afirmou que há uma expansão das vendas porque as mamães buscam recepcionar o novo membro da família com quartinho arrumado.

“Opúblico que busca por móveis e objetos de decoraçãonesse segmentoé muito variado, e omercado oferece hoje produtos queatendem a diferentes bolsos”, apontou. Ela salientou que o mercado infanto-juvenil é promissor.“Temosdesde enxovais até a linha completa de móveis”.

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