Um casal em Praia Grande e uma parturiente foram presos acusados de colocar em prática um plano para burlar a lei de adoção

O bebê nasceu no Hospital Irmã Dulce; outras mães desconfiaram da parturiente ( Cedoc/RAC)
Um casal em Praia Grande (SP)e uma parturiente foram presos acusados de colocar em prática um plano para burlar a lei de adoção. O plano foi descoberto ainda na maternidade, dois dias após o nascimento da criança, no Hospital Municipal Irmã Dulce. Segundo o delegado que investiga o caso, Luiz Evandro Medeiros, a gestante deu entrada no hospital no último sábado (23) com os documentos de Magna Alves Silva. Dois dias após ao nascimento do bebê, nesta segunda-feira (25), parturientes que compartilhavam o quarto onde a mulher estava internada estranharam quando ela pediu para usar um telefone e se identificou com outro nome. Registro de nascimento Por conta das suspeitas, a assistente social do hospital foi chamada e chegou-se a conclusão de que a genitora estava usando o nome da esposa do homem que se apresentou como pai da menina. A situação virou caso de polícia. Os policiais do 1° Distrito Policial de Praia Grande descobriram que tudo já havia sido planejado entre o casal e a mãe da criança. O objetivo era que o menina já saísse do hospital registrada como filha do casal. Os três foram presos, acusados do crime de parto suposto. “É um crime grave, com pena de 2 a 6 anos de reclusão sem direito a fiança”, explicou Medeiros.Diante dos fatos, a Justiça determinou na noite desta segunda-feira (25), que o bebê, de apenas dois dias, fosse levado a um abrigo municipal.