PIRACICABA

Polícia encontra 1.165 celulares em casa

Mulher foi detida, mas pagou fiança de R$ 1.200, média de R$ 1,03 para cada celular apreendido

Ana Cristina Andrade
10/05/2013 às 21:31.
Atualizado em 25/04/2022 às 16:40
Quantidade de celulares surpreendeu até mesmo a Polícia Civil (Del Rodrigues)

Quantidade de celulares surpreendeu até mesmo a Polícia Civil (Del Rodrigues)

“Eu pensava que quando entrássemos na casa dela, com mandado de busca e apreensão, iríamos encontrar no máximo seis celulares furtados ou roubados. Encontramos 1.165 celulares, 765 baterias, cerca de duas mil carcaças de celulares, 362 carregadores, fones de ouvido, cabos diversos, entre outros objetos eletrônicos", disse nesta sexta-feira (10) um policial Civil do 2º DP de Piracicaba, referindo-se à prisão de uma mulher de 32 anos, no bairro Bosques do Lenheiro, que mora em apenas um cômodo.

Ela é uma das 210 pessoas presas pelas Delegacias Seccionais do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), sediado em Piracicaba, durante a Operação "PC-27", realizada durante 24 horas em 26 estados brasileiros, Justiça Federal, e coordenada pela delegada-geral de Polícia do Rio de Janeiro, Martha Rocha.

Os investigadores do 2º DP, chefiados pelo delegado Wilson Sabino, chegaram até a mulher a partir da detenção de um adolescente, que estava com um celular furtado, e ele disse — inclusive em depoimento no papel — que furtava os celulares e os vendia para a mulher, que é conhecida como "Loira do Churros" ou "Loira do Celular".

Durante as investigações, os policiais civis observaram a movimentação na casa dela e nesta sexta-feira (10) foram cumprir o mandado de busca e apreensão. Sabino disse que nunca viu algo parecido, ainda mais que se trata de uma pessoa de nível médio completo e ensino superior incompleto.

A mulher teria dito que dava assistência técnica para esses aparelhos. "Tinha até um Ipod. Se eu tivesse um desses levaria na assistência especializada. Outro detalhe é que os celulares estavam com chip. A pessoa que vai levar para conserto costuma colocar o chip em outro aparelho para ir usando até que o seu fique pronto", declarou.

"Ela tem pequenos antecedentes, o que nos leva a crer que os produtos que estavam ali sejam ilícitos", acrescentou. O delegado disse que vai encaminhar o inquérito para a Justiça. A mulher pagou fiança de R$ 1.200 — em média R$ 1,03 para cada celular — e acabou liberada. "Ela se reservou no direito de falar somente em juízo, mas o adolescente que a denunciou foi categórico ao dizer que ela comprava os celulares furtados ou roubados", completou.

Quem tiver boletim de ocorrência de furto ou roubo de celular, principalmente na região central, ou mesmo não tendo e foi vítima, deverá procurar o 2º DP de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com a nota fiscal contendo número da EMEI (é o chassi do celular).

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