COPA DO BRASIL

Ponte Preta joga diante do 'melhor time do país'

Técnico da Macaca, Eduardo Baptista exalta o Atlético-MG e acredita que até derrota pode não ser ruim, nesta quarta-feira, às 21h45, no Mineirão

Paulo Santana
23/08/2016 às 22:59.
Atualizado em 22/04/2022 às 22:47
A delegação pontepretana no embarque para Belo Horizonte, nesta terça-feira (23), no Aeroporto de Viracopos (Dominique Torquato/AAN)

A delegação pontepretana no embarque para Belo Horizonte, nesta terça-feira (23), no Aeroporto de Viracopos (Dominique Torquato/AAN)

Ciente da força do adversário, a Ponte Preta sabe bem o que quer no jogo com o Atlético-MG, nesta quarta-feira (24), às 21h45, no Mineirão, pela rodada de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Se conquistar um empate, estará de bom tamanho porque levará a decisão para a partida do próximo dia 21, no Majestoso, em Campinas. Se vencer, será melhor ainda. Mas, segundo avaliação do seu treinador, até uma derrota pode não ser ruim. O técnico Eduardo Baptista entende que perder de pouco para "o melhor time do país no momento" — como ele mesmo disse — pode ser até interessante. "Copa do Brasil é um campeonato diferente. Tem que entender o regulamento. Vamos para Belo Horizonte para não tomar gol e, se possível, fazer algum. Gol fora tem peso grande e, se perder por pouco, a gente traz a decisão para nossa casa", explica. Para ele, mesmo que venha a tomar gol do time que tem um ataque formado por estrelas como Robinho, Lucas Pratto e Fred, a ordem é manter a guarda alta durante os 90 minutos. "Já fui campeão da Copa do Brasil (2008 pelo Sport como auxiliar de seu pai, Nelsinho) perdendo por 3 a 1 no Morumbi para o Corinthians. O ideal é não perder o primeiro jogo e, se tomar gol, não desesperar. Manter o padrão. Se tiver que perder, que não seja por um placar elástico", avalia. Para este desafio, a Ponte Preta não poderá contar com o volante Wendel, que defendeu outro time na mesma competição, e o atacante William Pottker, que sentiu uma contratura muscular no empate com o Palmeiras. "Não podemos contar com eles, mas temos opções que vêm jogando e dando boas respostas. A volta do Roger é certa e vamos definir as outras duas mudanças na hora do jogo", disse Eduardo, sem abrir o jogo. Apesar do pouco tempo entre um jogo e outro, o treinador entende que a Ponte está pronta para a sequência de partidas contra adversários fortes. "Teremos seis jogos de peso no intervalo de 15 dias, mas é uma sequência da qual todo jogador quer participar, porque a Ponte estará na nata da televisão. Teve o Palmeiras, tem o Atlético-MG, depois vem o Corinthians, e ainda teremos jogos contra o Flamengo e Grêmio. Jogador que se qualifica tem que estar preparado", avalia Baptista. Roger reassumirá seu lugar na vaga que foi ocupada por Wellington Paulista diante do Palmeiras. As opções para o lugar de Wendel são Abuda, Elton e Matheus Jesus. Já para a posição de Pottker, a principal alternativa é Rhayner. "Chega o momento em que não cabem mais apostas. A gente precisa usar as fichas que têm mais lastro para um jogo pesado como este", finaliza o treinador.

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