CARÊNCIA

Ponte Preta sofre para achar o camisa 10

Após várias tentativas frustradas de contratação, o experiente Adrianinho vira alternativa na Macaca

19/07/2013 às 07:02.
Atualizado em 25/04/2022 às 08:18

O camisa 10 de um time é o cara. Para todo torcedor, quem carrega esse número nas costas, tem a responsabilidade de armar e decidir jogos, mesmo quando tudo parece estar perdido. Na Ponte Preta, o 10 vale tanto que — depois de imortalizado pelo Mestre Dicá na fase de ouro do clube — deu nome ao programa de fidelização que já conta com mais de 6 mil inscritos pagando regularmente mensalidades e contribuindo com as contas do clube.

Há pouco tempo, Renatinho e Renato Cajá desempenharam muito bem a função e ainda hoje são objetos de desejo de grande parte dos pontepretanos. Das cinco opções no elenco, Ramirez e Adrianinho são os mais experientes. Já Brian Sarmiento, Giovanni e Rafinha são considerados promessas.

A diretoria vem se esforçando para contratar o armador ideal, mas esbarra em dois extremos: ou é caro demais, ou não possui as características necessárias. "O mercado está bastante complicado", considera o gerente de futebol Marcus Vinícius. "Estamos procurando, mas as opções disponíveis estão muito acima da nossa realidade", completa o executivo Ocimar Bolicenho.

Mesmo antes de o Brasileirão começar, a Macaca já estava em busca do tão esperado articulador. Mais de 20 jogadores foram avaliados. Renato Cajá, que tem salário 400% acima do teto do time campineiro, está no Vitória. Renatinho, que faz sucesso no Kawasaki Frontale, do Japão, foi descartado pelo alto custo. Maicossuel, da Udinese, da Itália, não veio pelo mesmo motivo.

Sem poder sonhar alto, a Ponte começou a pensar em opções mais baratas. Mesmo assim, está complicado. Na quinta-feira (18), foi a vez de Tiago Real, reserva do Palmeiras, recusar proposta por falta de acordo a respeito de dinheiro. O Verdão queria que a Macaca assumisse os três meses de direitos de imagem que estão atrasados e a Ponte não quis. Na mesma esteira, surgiram nomes de Carlos Alberto (Vasco), Marco Antônio (Grêmio), Deco (Fluminense), Vítor Júnior (Internacional) e Renato Abreu (Flamengo), só para citar alguns.

Sem muitas alternativas, o meia Adrianinho, que estava encostado no clube desde o ano passado, se transformou em alternativa real para assumir a 10 nas próximas rodadas. "Minha intenção sempre foi jogar. Fico feliz com essa possibilidade e estou trabalhando todos os dias", diz o experiente atleta.

Em uma de suas entrevistas, o técnico Paulo César Carpegiani expressou o que pensa a respeito do camisa 10. "Todas equipes que marcaram época no futebol, ganhavam e convenciam. Tinham neste ponta de lança o seu grande jogador. Mas hoje, há uma escassez no futebol mundial."

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