Apesar do time estar perto do G4, o técnico Eduardo Baptista quer chegar logo aos 46 pontos para se livrar de qualquer risco de queda para a Série B

Eduardo Baptista respeita o alto grau de dificuldade do Brasileirão e cita fases ruins de grandes clubes (Elcio Alves/AAN)
Com 38 pontos e desenvolvendo uma campanha bastante sólida, com 54% de aproveitamento, o técnico Eduardo Baptista mira o “número mágico” de 46 pontos para garantir matematicamente a permanência da Ponte Preta na elite do futebol brasileiro. A Macaca tem 13 rodadas — seis jogos em casa e sete como visitante — para somar oito pontos. Só depois pensará em algo maior. A meta representa apenas 20,5% dos pontos possíveis até o final da competição. Mas, em uma disputa equilibrada como o Campeonato Brasileiro, qualquer vacilo pode ser fatal. Tanto que se tivesse perdido para o Grêmio, a distância para o Z4 (grupo dos rebaixados) seria praticamente a mesma do G4 (dos que vão para a Libertadores). Por isso, Eduardo segue tratando a missão da Ponte com extrema cautela. “Nossa prioridade é o próximo jogo, contra a Chapecoense. Temos jogos pesados pela frente, mas tivemos personalidade, encarando o adversário e mostrando à torcida que pode confiar na gente”, comentou, após a goleada por 3 a 0. O treinador admite que todos os times correm risco de passar por turbulências. “Como o líder Palmeiras já teve”, disse, sem se esquecer do próprio tricolor gaúcho, que fez parte do G4 em 16 de 25 rodadas e hoje passa por um período de incertezas. “Quando falei que a Ponte não faria duas partidas ruins, em nenhum momento prometi vitória. A Ponte tem de jogar no seu limite de tudo: organização, agressividade e compactação”, ressaltou. Para somar os pontos que faltam, a Macaca jogará como visitante diante da Chapecoense, Atlético-PR, Cruzeiro, São Paulo, Sport, Inter e Botafogo. Em casa, receberá Atlético-MG, Vitória, Santa Cruz, Santos, Fluminense e Coritiba. O primeiro adversário é a Chapecoense, domingo (18), às 16h, na Arena Condá. Rhayner, que saiu de campo antes do intervalo com fortes dores no joelho, é desfalque certo. "Espero que não seja nada grave", disse nesta quinta-feira (15), antes de fazer exames. A expectativa é que Roger seja mantido no ataque ao lado de Pottker e Clayson. O meia Galhardo, que sofreu uma pancada no tornozelo, ainda está em tratamento e não joga. O volante Wendel, que se recupera de contratura muscular, será melhor avaliado, mas dificilmente terá condições. Assim, Matheus Jesus deve ser mantido atuando com Maycon e João Vítor no meio.