De acordo com o delegado, o grupo movimentava cerca de 150 kg de entorpecentes por mês
Em uma operação batizada de “Concórdia”, que durou um ano, a Polícia de Sorocaba conseguiu prender, na madrugada desta quarta-feira (25), oito acusados de integrar uma quadrilha que fazia o tráfico de drogas do litoral paulista para distribuir na região de Sorocaba.De acordo com o delegado Wilson Negrão, o grupo movimentava cerca de 150 kg de entorpecentes por mês e era muito organizado. Os policiais apreenderam, inclusive, um organograma com as funções de cada membro. Quatro acusados ainda estão foragidos.A operação “Concórdia” reuniu policiais do Grupo Antissequestro de Sorocaba, comandado por Negrão; da Delegacia de Investigações Gerais, comandada pelo delegado Urban Filho; e do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público.A quadrilha atuava na produção, distribuição e venda de diferentes tipos de entorpecentes, como maconha, crack e cocaína. A droga tinha como origem no litoral paulista, principalmente na cidade do Guarujá. Depois era distribuída em Sorocaba, Votorantim e Araçoiaba da Serra.De acordo com o delegado Urban Filho, o bando era chefiado por Fernando Santos de Miranda, de 32 anos, conhecido como “Cicatriz”. “Ele distribuía a droga para o restante da quadrilha por intermédio de Robson Rogério da Silva, de 33 anos, que era o contato na região”.Os demais envolvidos (José Ivaldo, Tiago Henrique Ramos, Eloiza Angela Aparecida Ramos, Edinéia dos Anjos Ramos, Wesley Luis Sousa da Silva e um não revelado) eram responsáveis pelo comércio direto das drogas. Além de vendedores, alguns deles também seriam usuários.O delegado Wilson Negrão afirmou que toda a movimentação era feita por meio de um comércio de produtos de piscina, que estava em nome de José Ivaldo Cardoso da Silva, de 45 anos, o qual funcionava como uma espécie de fachada para esconder a atividade criminosa.Ainda não foram presos: Juliano Wesley Pereira Santos, de 32 anos; Fernando Luiz Antunes da Silva, de 18; José Marcos Cordeiro Pires, de 38, conhecido como “Bujão”; e Helton Moreira de Freitas, de 30, mas a polícia já tem ideia do paradeiro deles e deve prendê-los em breve.Todos os envolvidos estão com as prisões temporárias decretadas e tiveram mandados cumpridos. Se eles forem condenados, podem pegar penas que variam entre 5 a 15 anos para o crime de tráfico ou de 3 a 10 anos pela associação ao tráfico, crimes pelos quais foram indiciados.