VESTIBULAR

Representantes de diferentes segmentos da sociedade debatem as cotas raciais nas universidades públicas

Reitor da Unicamp, Doutora em História e Presidente do Movimento Negro Unificado prometem aquecer o debate

22/08/2013 às 17:31.
Atualizado em 25/04/2022 às 04:35

O polêmico modelo de cotas raciais - implantado em alguns países para amenizar as desigualdades sociais, econômicas e educacionais entre raças - será ponto de debate promovido pela Oficina do Estudante, no dia 24 de Agosto, às 9h, na Arena Oficina. O evento será gratuito e aberto ao público. Para apresentar diferentes pontos de vista, estão confirmadas as presenças do Reitor da Unicamp, Tadeu Jorge, da Doutora em História, Célia Marin e do presidente do Movimento Negro Unificado, Reginaldo Bispo. Os convidados são socialmente conhecidos pelas opiniões divergentes, o que promete oferecer uma diversidade de afirmações. “O assunto é normalmente polêmico pela pluralidade de opiniões. Por um lado é inegável que o país tem uma dívida histórica com negros e indígenas. Por outro, existem casos em que as cotas raciais já prejudicaram pessoas que perderam vagas ou empregos para concorrentes com menor pontuação ou qualificação.”, comenta Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante. Tasinafo destaca a importância do evento e aproveita para convidar todos a participarem: “A atual situação e o futuro do sistema de cotas raciais é um assunto de interesse público e agrega todas as idades. Participar é uma maneira de obter informação especializada e qualificar-se para contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Portanto, é muito importante a presença de todos para enriquecer o debate.”, conclui. Cotas no Brasil Os sistemas de cotas raciais ganharam visibilidade no Brasil a partir dos anos 2000, quando universidades e órgãos públicos passaram a aplicar a medida em vestibulares e concursos. A Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira instituição de ensino do país a adotar o sistema, em junho de 2004. O sistema de cotas não favorece apenas a população negra. Diversas instituições públicas fornecem reserva de vagas ou empregos para indígenas e seus descendentes. Algumas universidades também destinam parte de suas vagas para candidatos pardos. Serviço: Debate - Cotas Raciais nas Universidades Públicas Data: 24/08/2013Horário: 9hLocal: Arena da Oficina – Avenida Brasil, 601 – Bairro Guanabara ( Campinas/SP)

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