Ausência do meia peruano obrigou o treinador Paulo César Carpegiani a fazer improvisações na equipe
O meia Ramirez esteve em sete dos 12 jogos da Seleção Peruana nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2014. Com ele em campo, seu país conquistou três das quatro vitórias que tem na disputa em que ocupa a 7ª posição, acima somente da Bolívia e Paraguai. Por isso, o pontepretano tem sido convocado regularmente até para amistosos. Só que a alegria do povo peruano tem provocado mexidas na Ponte Preta.Foi o que aconteceu na última semana em que Ramirez viajou para encarar a Coréia do Sul, no outro lado do mundo, e a Macaca precisou improvisar o lateral Uendel e o atacante Chiquinho no meio-campo. Ramirez chegou a Campinas na madrugada de sexta-feira (16) e, mesmo desgastado pela longa viagem, participou do treino coletivo do time.“Ele chegou cansado, mas não poderia deixá-lo de fora do trabalho porque era importante para mostrar o posicionamento que eu quero dele em campo. Fizemos um rápido trabalho e conseguimos montar a melhor estratégia”, disse o técnico Paulo César Carpegiani.Para o meia-atacante Chiquinho, a presença de Ramirez faz a diferença na equipe campineira e também o ajuda a ganhar mais liberdade em campo. “Gosto de jogar como meia-atacante, chegando mais ao ataque. No jogo com o Vitória fiquei um pouco mais recuado e fiz de tudo para poder ajudar. Sei que não é a minha posição, mas estou sempre pronto para ajudar onde o 'professor' Carpegiani precisar”, garante Chiquinho.O lateral-direito Luís Advíncula, outro jogador peruano que estava com a seleção de seu país, ficará como opção no banco. Segundo o treinador, ele poderá entrar em campo como um lateral ou mesmo como segundo volante.