GREVE NO TRANSPORTE

Reunião no TRT pode definir rumos da paralisação

Apenas metade dos ônibus circula em atendimento a uma decisão judicial; prêmio de quase R$ 300 dificulta acordo de motoristas

Guto Silveira
06/06/2013 às 11:09.
Atualizado em 25/04/2022 às 13:10

Uma reunião marcada para as 14 horas desta quinta-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, pode determinar se a greve dos motoristas de ônibus urbano de Ribeirão Preto termina ou continua. Desde segunda-feira (3), os trabalhadores cruzaram os braços em busca de melhoria salarial.

Ainda no primeiro dia de greve, uma liminar do desembargador Henrique Damiano, determinou que o Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte Urbano e Suburbano de Passageiros de Ribeirão Preto colocasse pelo menos 50% da frota nas ruas. A determinação foi descumprida na terça-feira, mas passou a ser cumprida na quarta e nesta quinta-feira, com 50% dos trabalhadores em serviço.

O presidente do sindicato dos trabalhadores, João Henrique Bueno, ainda espera conciliação na reunião, com nova proposta das empresas. Caso contrário, o desembargador sorteará um relator para analisar o dissídio coletivo, que será julgado por 11 desembargadores. Com isso, o reajuste pode até ser menor que o proposto até agora.

Na reunião de terça-feira, também no TRT, o consórcio PróUrbano apresentou uma proposta de reajuste que os trabalhadores até aceitam, desde que o prêmio recebido por acumular a função de cobrador, de R$ 293,73 (já com o reajuste de 9%) seja incorporado aos salários. As empresas aceitam pagar o prêmio até a próxima data-base, em maio do ano que vem. Isso porque a função deve ser extinta até setembro.

Pela proposta apresentada, os motoristas receberiam reajuste de 9% nos salários, elevando o piso para R$ 1.535,46, com o mesmo percentual aplicado ao prêmio, que hoje é de R$ 269,00. O vale alimentação, com aumento de 10%, iria para R$ 470,00 e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) subiria 15%, chegando a R$ 270,00.

“O que os trabalhadores querem é a incorporação do prêmio já”, disse Bueno, considerando que falta pouco para o fechamento do acordo. Inicialmente as empresas do consórcio chegaram a oferecer a incorporação, mas com reajuste de 7,16%, e desde que não houvesse paralisação. Como a greve ocorreu, a proposta foi retirada.

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