Morte do idoso ocorreu sábado (23) no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti

Sérgio Tresoldi, de 65 anos, foi agredido com socos em Sousas (Polícia Civil)
A Polícia Civil transformou oficialmente, ontem (25), dois homens, de 45 e de 24 anos, em responsáveis pela morte de Marcos Sérgio Tresoldi, de 65 anos, agredido com socos, quando tentava apaziguar um desentendimento motivado por uma vaga no estacionamento de um supermercado no distrito de Sousas, em Campinas. O delegado José Roberto Rocha Soares, do 12.º Distrito Policial (DP), disse que o inquérito policial muda de tipificação “porque ocorreu o evento morte”. Tresoldi exercia a função de atendimento ao público e segurança do supermercado. Os dois investigados, que estão identificados e respondem nessa fase de investigação policial em liberdade, também agrediram um cirurgião-dentista, de 68 anos, que é cliente do supermercado.
A morte do segurança ocorreu sábado (23) no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde foi internado por duas vezes após a agressão que aconteceu em 27 de abril, no estacionamento do supermercado que fica na Avenida Antonio Carlos Couto de Barros. Naquele dia, o segurança interveio na discussão entre o cirurgião-dentista, uma mulher e os dois homens que passaram a praticar as agressões.
Tresoldi foi internado em estado grave com traumatismo craniano e sangramento no cérebro. Recebeu alta, voltou para casa com hematomas no rosto; porém, passou mal e teve que ser internado de novo. “Deu dois sangramentos. Foram feitas duas cirurgias no Mário Gatti no mesmo dia. Só que aí o médico falou: “pode ser que ele não acorde mais”. O médico já tinha avisado que era questão de horas ou de dias para ele vir a óbito”, contou uma sobrinha de Tresoldi.
A identificação dos acusados pelo crime aconteceu depois que os policiais do Setor de Investigação do 12.º DP avaliaram imagens das câmeras de segurança do estacionamento do supermercado. Além dos dois homens, também uma mulher foi identificada como participante porque, segundo a Polícia concorreu com os atos de violência.
Uma pessoa da família do segurança disse que espera que a Justiça transforme os agressores em autores de homicídio. “Eles têm que pagar pelo que fizeram. Meu tio morreu como um herói, porque foi defender outra pessoa que estava sendo agredida”, disse a sobrinha.
Siga o perfil do Correio Popular no Instagram