Mãe de uma das meninas e um comerciante foram presos por aliciar e oferecer programas

Força-tarefa fez busca e apreensão em um bar no Jardim Maria Antonia, em Sumaré, que tinha um quarto nos fundos, onde as adolescentes eram obrigadas a manter relação sexual (Polícia Civil)
A Polícia Civil desarticulou, ontem (29), um esquema de exploração sexual de adolescentes em dois municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC), que usava imagens de três garotas, uma de 14 e duas de 17 anos, publicadas nas redes sociais ou enviadas por WhatsApp delas para atrair clientes. A mãe de uma das meninas e um comerciante foram presos, apontados como responsáveis por aliciar e oferecer, mediante pagamento, as vítimas para programas sexuais.
Equipes da Delegacia da Polícia Civil de Nova Odessa e da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré realizaram uma operação em dois endereços. Um deles na casa da mulher, de 35 anos, que aliciava a própria filha. Os policiais também fizeram buscas em um bar no Jardim Maria Antonia, em Sumaré, que tinha um quarto nos fundos, onde as adolescentes eram obrigadas a manter relação sexual com os clientes que pagavam valores entre R$ 200 e R$ 300. Cada adolescente recebia, em média, R$ 120 por programa, segundo as investigações.
A força-tarefa, que, além dos policiais civis, teve a participação de guardas municipais, foi realizada com mandados de busca, apreensão e de prisão expedidos pela Justiça, depois de provas conseguidas durante as investigações iniciadas na Delegacia de Nova Odessa, onde a mãe de uma das adolescentes registrou queixa. “A partir da identificação do esquema, mais três adolescentes foram identificadas como vítimas da exploração. Então, conseguimos identificar como funcionava a exploração”, disse o delegado Edson Antônio dos Santos.
Segundo o policial, a mãe de uma das meninas usava a própria casa, no Jardim Campo Belo, para gravar os vídeos que eram divulgados como propaganda. “Essa mulher utilizava a própria residência para preparar as meninas para depois irem para o bar. No comércio havia o aliciamento, o encontro com os clientes. Então, logo fechados os programas sexuais e a contratação sexual, ia para a residência do investigado”, descreveu o delegado. Aliás, as três adolescentes foram encontradas nessa casa ontem.
“Nosso objetivo é identificar outras vítimas e as pessoas que pagavam pelos encontros criminosos. Esses clientes também irão responder judicialmente, porque o crime não é só de quem alicia ou de quem fornece o local para os encontros, mas também de quem, em condições de exploração sexual de prostituição, abusa sexualmente das vítimas”, explicou o delegado.
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