ENSINO

Senai pode ter unidades na periferia de Campinas

Medida foi anunciada durante inauguração do terceiro CPAT no Campo Grande

Patrícia Azevedo
02/08/2013 às 17:56.
Atualizado em 25/04/2022 às 06:41
O prefeito de Campinas Jonas Donizette durante inauguração da terceira unidade do Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) ( Dominique Torquato/AAN)

O prefeito de Campinas Jonas Donizette durante inauguração da terceira unidade do Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) ( Dominique Torquato/AAN)

A Prefeitura de Campinas pretende instalar unidades do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) nas regiões do Campo Belo e do Parque Oziel. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (2) durante inauguração do terceiro Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) no Campo Grande. "Uma das nossas metas é descentralizar serviços públicos para que os moradores das regiões mais distantes não precisem se deslocar até o Centro da cidade para acessar aos serviços públicos" , afirmou o prefeito Jonas Donizette (PSB). O secretário de Trabalho e Renda Jaírson Canário afirmou que, como parte desse plano, a Prefeitura estuda montar uma equipe itinerante do CPAT, que já marca presença no Centro e no Ouro Verde. "Seria importante levar esse serviço a várias regiões da cidade, levando mais conforto para o trabalhador, que não precisaria se deslocar até o Centro, enfrentando muitas vezes congestionamento" , completou Canário. Outro plano é instalar unidades do Senai no Parque Oziel e no Campo Belo. "Essas instalações seriam feitas por meio de convênio com as associações de bairro. No caso do Oziel já existe um terreno, só falta a associação ter a documentação adequada. No caso do Campo Belo, falta apenas o terreno e já estamos buscando parcerias para a obtenção do local" , afirmou Canário, acrescentando que o governo federal já sinalizou com a possibilidade de investir no projeto. O secretário contou que a escolha dos cursos profissionalizantes nas unidades varia de acordo com a região e a demanda da população. "Vamos procurar junto à concessionária de Viracopos a necessidade de mão de obra e isso vai nortear a escolha dos cursos oferecidos na área do Campo Belo" , disse o secretário. CPATO Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT) oferece recolocação profissional através de um convênio firmado com O Ministério do Trabalho e Emprego e atende em média 13 mil pessoas por mês. "A região do Campo Grande tem uma população de cerca de 145 mil pessoas que poderão ser beneficiadas com mais esse serviço aqui, sem precisar atravessar a cidade" , afirmou Jonas. Os moradores da região poderão, ainda, fazer uma série de cursos profissionalizantes no CPAT. Os cursos, ministrados por empresas conveniadas, serão gratuitos e variam de acordo com a demanda da área. "Para a gente é uma conquista. Muitas vezes a pessoa desempregada não tem nem dinheiro para procurar emprego no Centro e esse local vai facilitar muito a nossa vida" , comentou o ambulante Celso Souza, morador da região. Três funcionários ficarão na unidade para garantir serviços de intermediação de mão-de-obra, captação de vagas de emprego, informações e inscrições para cursos de qualificação, orientação profissional e encaminhamento para formalização de microeempreendedores individuais. O prefeito Jonas Domizette (PSB) enfrentou mais um protesto durante uma inauguração em seu governo. Um pequeno grupo formado por estudantes, pessoas ligadas ao PSOL e alguns moradores da região do Campo Grande fizeram um protesto contra o alto valor da tarifa, contra a privatização do Complexo Hospitalar Ouro Verde e cobrando melhorias na Saúde.O grupo com cerca de 25 pessoas recebeu o prefeito com vaias e gritos de guerra. Eles se posicionaram em frente às câmeras de TV e fizeram muito barulho numa tentativa de atrapalhar o pronunciamento do prefeito. Por causa da presença do grupo, Jonas não fez o discurso que costuma fazer antes de inaugurações ou lançamentos de programas pela adminstração. Ele disse ainda que a presença dos manifestantes não irá intimidá-lo. "Não é por causa de um pequeno grupo que faz barulho, mas não quer dialogar que eu vou mudar a minha agenda" , afirmou. Jonas disse que o governo se dispõe a receber uma comissão para ouvir as reivindicações, mas disse que os manifestantes se negaram a participar da reunião. Em um evento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), há 10 dias, Jonas foi alvo de um intenso protesto, que terminou com um manifestante jogando água no prefeito. SaúdeA maior demanda da população é por melhorias na saúde. "Falta muito médico, estamos desassistidos" , afirmou a dona de casa Fabiana Oliveira. O estudante e comunicador Igor Ralla diz que o prazo dado pela administração para solução da falta de médicos, de dois a três meses, é muito extenso. "A saúde não pode esperar tanto, é urgente" , contou.

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