COBRANÇAS

Sequência ruim desestabiliza o Guarani na série A2

Três resultados negativos em sequência foram suficientes para escancarar as dificuldades de um time que antes ainda conseguia pontuar, mesmo não jogando bem

Carlos Rodrigues
03/03/2016 às 20:36.
Atualizado em 23/04/2022 às 01:49
Cobranças públicas indicam que técnico e jogadores já não falam exatamente a mesma língua (Janaína Ribeiro/Especial para a AAN)

Cobranças públicas indicam que técnico e jogadores já não falam exatamente a mesma língua (Janaína Ribeiro/Especial para a AAN)

O Guarani está em ebulição. A tranquilidade que até certo ponto imperava quando o time se mantinha na zona de classificação da Série A2 do Paulista desapareceu em uma semana. Três resultados negativos em sequência foram suficientes para escancarar as dificuldades de um time que antes ainda conseguia pontuar, mesmo não jogando bem. No entanto, a queda de rendimento e na tabela mexeram com os ânimos e apontaram problemas. Se a crise é fruto de um racha, ninguém sabe. Mas 'ruídos' entre jogadores, comissão técnica e diretoria que se tornaram comuns após o início da série de tropeços movimentam os bastidores e colocam em xeque o futuro da equipe. Tudo começa com o que acontece dentro de campo. O trabalho de Pintado, que era praticamente intocável, começou a gerar questionamentos. Mudança de peças, de esquema, falta de variação de jogadas. Contesta-se, dentro do clube, até a capacidade do treinador de fazer a leitura do jogo enquanto a bola está rolando. Coincidência ou não, sete dos oito gols sofridos na A2 foram no segundo tempo. Cobranças públicas, como já aconteceu mais de uma vez, além da recente reclamação de Caça-Rato ao ser substituído, também indicam que técnico e jogadores já não falam exatamente a mesma língua, pelo menos não plenamente. Atitudes recentes da diretoria também geraram desconforto no plantel. A decisão de fazer a concentração para o jogo contra o Paulista no próprio Brinco de Ouro não caiu muito bem. Pior foi a ameaça de um ‘castigo’, de que só quando a equipe estivesse no G4 seria disponibilizado um hotel para a concentração. Do contrário, os atletas teriam que passar o dia da partida nos alojamentos do estádio. Para completar, o elenco tomou as dores de Ricardinho, dispensado. A atitude, considerada injusta por culpar apenas o atacante pelo tropeço, fez com que nove atletas se reunissem com a diretoria para pedir a reintegração do jogador. Para completar, o Guarani não se qualificou como se esperava. Há semanas o técnico Pintado destacava a importância de guardar duas vagas no elenco para eventuais necessidades. Após a derrota para o Paulista, reiterou a expectativa por reforços experientes, mas recebeu Bruno Santiago e Marcelinho, ambos de 21 anos. Um deles descartado pelo Juventus e outro reserva do CRB. Para aparar arestas e tentar recolocar todos na mesa rota, a delegação se fechou em Jaguariúna, em busca de uma reação, neste sábado (5), contra o São Caetano.

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