Nova fase: vencedora da primeira edição do MasterChef, Elisa Fernandes aproveita o que pode em terras brasucas enquanto se aprimora, lança um livro e faz as malas rumo a Paris
Nova fase: vencedora da primeira edição do MasterChef, Elisa Fernandes aproveita o que pode em terras brasucas enquanto se aprimora, lança um livro e faz r as malas rumo r a Paris ( Carlos Sousa Ramos / AAN)
Foto: Carlos Sousa Ramos / AAN Nova fase: vencedora da primeira edição do MasterChef, Elisa Fernandes aproveita o que pode em terras brasucas enquanto se aprimora, lança um livro e faz as malas rumo a Paris Assim como seus mentores em MasterChef Brasil (Band), a cozinheira Elisa Fernandes está certa de que a segunda temporada da atração da qual se sagrou vencedora será mais dinâmica e disputada. “Imagino que tenha mais audiência e que o nível dos participantes esteja mais alto. Eles chegaram já com uma referência. Nós, da primeira temporada, enfrentamos o desafio num tremendo auê”, lembra. Ela estava em levada low profile desde dezembro, quando a fase 1 do reality terminou. No dia do chef de cozinha (13 de maio), esteve em Campinas no evento Galleria Gourmet para ensinar um pouco do que sabe a convidados e fãs. Sem neura, foi de crumble de frutas vermelhas com toque de limão-siciliano. Receita e prosa descomplicados, correu em seguida para lançar o livro MasterChef Brasil – As receitas de Elisa Fernandes (Editora Planeta), na Livraria da Vila. “Trata-se do MasterChef, não são só as receitas. Tem a história do programa e a minha trajetória dentro da atração. A Noz-Moscada, que é a agência que produziu, mandou muito bem. As fotos ficaram lindas”, entrega. Num folhear cuidadoso da obra, dá-se conta de que há entre as receitas da masterchef algumas alheias, emprestadas por contingência. O livro foi produzido e editado em menos de três semanas. Tem a farofa da vó Amália e até moqueca da concorrente Helena Manosso. Ambas continuam amigas, mas, com os chefs da atração, nem tanto contato assim. “Não nos vemos tanto quanto a gente gostaria porque o ritmo de vida de todo mundo é bem intenso. Mas, vira e mexe, eu vou no Arturito da Paola Carosella, adoro. Devo mais uma visita ao Sal, do Henrique Fogaça. A Paola me disse que vai para a Europa, então espero que nos encontremos lá”, situa. Foto: Carlos Sousa Ramos / AAN Elisa Fernandes no Galleria Gourmet Um dos prêmios da atração foi um curso na conceituada Le Cordon Bleu parisense. Elisa pretende estender a viagem até onde achar que deve para aproveitar os ares mediterrâneos da cozinha que tanto gosta. “As aulas começam no dia 10 de junho, estou bastante ansiosa. Era tudo o que eu queria. Quero estagiar nalguns restaurantes de chefs indicados por pessoas como Bel Coelho e Erick Jacquin. Estar nos lugares certos, com as pessoas certas e, espero, aprender o máximo”, observa. Apontada como criativa e capaz de combinar diferentes texturas e sabores de forma peculiar pelos chefs-jurados durante o reality, Elisa anda colhendo os louros da fama e aproveitando, de um jeito leve, as oportunidades que surgem. “Sei que ainda tenho muito a aprender. Hoje sou uma figura pública, com mais seguidores no Instagram e Facebook, as pessoas me reconhecem. Durante o programa isso era até mais intenso, enfim. OK. O que mudou mesmo desde o final do programa foi o fato de eu fazer mais eventos, trabalhar mesmo e construir a minha carreira na área gastronômica”, avalia. Ela estagiou no Epice de Alberto Landgraf, cozinhou para João Dória e toda a trupe do 14o Fórum do Lide, em Comandatuba (BA), em feiras de cozinha em São Paulo, num evento de Jacquin em Manaus e para redes como a Temakeria e Cia, que tem unidade em Campinas. “Na Bahia, especialmente, foi muito bacana porque o restaurante do resort era gigante e tive contato com muitas pessoas. Também fiz network”, conta. Entre os chefs que estiveram por lá, Thiago Castanho, Morena Leite e Bel Coelho.Antes... Elisa não estudou formalmente nadinha que se relacione às tantas cozinhas rotuladas por aí. Encaixa-se nas categorias mente aberta, modernice mínima e ingredientes frescos, por favor. Autodidata até aqui, estudou na Escola Waldorf, onde aprendeu a plantar, colher e preparar os alimentos. Nasceu em Ribeirão Preto, graduou-se em filosofia na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e seguiu à pós-graduação em comunicação e mídia na Universidade de São Paulo (USP). Foi naquela época que viveu em Campinas e começou a cozinhar de fato – o namorado de então foi cobaia. “Ficava em Campinas durante a semana e ia para a pós-graduação em São Paulo, aos sábados, a cada 15 dias. Foi quando comecei a tocar um projeto chamado Domingo Cultural no Casarão (Festas e Eventos), da Sociedade Hípica. Era uma feira contemporânea, com comida, música, moda. Passei a ter contato com várias pessoas da área e a me encantar pela coisa”, lembra, sobre o ano de 2012. Mais à frente, já como produtora executiva da Direção Cultura, a vibe mudou e Elisa percebeu que aquela levada embora briosa e bacana, não a fisgara. “Desencanei, perdi o interesse. Depois veio a inscrição para o MasterChef e a entrada no programa. Aquilo me motivou. Hoje, sei que quero cozinhar”, decreta.… e depois “Às vezes fico na dúvida sobre o melhor momento de ir para a França. Penso até que já deveria ter ido. Quer saber? A verdade é: não vou pensar muito. Quero seguir meu coração e aproveitar ao máximo as oportunidades lá. Voltar sem pressa e aproveitar o mundo da gastronomia. Agora vai ter o segundo MasterChef Brasil e logo vai ter a segunda pessoa. E eu vou continuar sendo fã do programa. Claro, devo escolher alguém para torcer, mas sei que tenho de estar focada na minha carreira”, filosofa. Se no retorno à terra natal ela investirá uma baita grana num restaurante, tampouco Elisa sabe. Calcula que seria arriscado. Aos R$ 150 mil que vieram como parte do prêmio do reality, têm sido somados os cachês dos últimos meses. Parte do dinheiro tem sido investida na ampliação do repertório pessoal (inclusas aí visitas a restaurantes top, por exemplo). “O que sei é que com mídia eu garanto que já vou trabalhar. Em junho meu site entra no ar e, quem desejar, poderá acompanhar meu diário de bordo na França. Quero ter espaço para me comunicar com as pessoas, aproveitar essa fase de pessoa pública. Ao voltar, terei 26 anos e, então, quero empreender”. Bastidores A 30 minutos do início do workshop no Galleria Shopping, Elisa se deu conta de que precisaria providenciar mais crumble de frutas vermelhas para os convidados. Havia se confundido e, ao invés de 60 porções, preparara “30 e olhe lá”. “Vou sair e comprar mais frutas. Vou resolver isso”, avisou. No retorno, mirtilos e morangos em mise-en-place; mais açúcar, farinha de trigo e manteiga para a assadeira e... #PartiuForno. Foi como se uma prova relâmpago surgisse do nada para testar o brio da moça, como aconteceu algumas vezes no reality. No fim, deu tudo certo. Uma dose de simpatia, três colheradas de sobremesa, entrevistas, autógrafos, abraços e selfies. Foto: Tatiana Ferro/Divulgação Crumble de frutas vermelhas