Operários resolveram entrar em greve em apoio aos demitidos após paralisação

Os operários protestam diante do empreendimento, com faixas e carro de som d ( Divulgação)
Trabalhadores que operavam na obra de quatro torres da construtora PDG, localizada na Rua Silva Jardim, 166, no bairro da Vila Nova, em Santos voltam a realizar manifestação nesta segunda-feira (20), desde 6h30. Os operários protestam diante do empreendimento, com faixas e carro de som do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos).De acordo com o presidente da entidade, Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, os representantes da empreiteira Schahin e da construtora PDG prometeram vir a Santos resolver a situação dos 90 funcionários demitidos no início do mês e que ainda não receberam as verbas rescisórias. Outros 200 operários resolveram entrar em greve em apoio aos demitidos. Reuniões O encontro com os representantes das empresas está marcado para esta segunda-feira (20) e há uma outra reunião programada para quarta-feira (22), às 14 horas. “Espero que não seja engodo. “Apesar da reunião de quarta-feira, os patrões têm obrigação moral de vir a Santos nesta segunda-feira”, diz o sindicalista.“Primeiro, sugeriram que conversariam na sexta-feira passada (17). Depois, disseram que viriam a Santos nesta segunda (20). Agora, marcaram para quarta (22). O sindicato espera que paguem aos trabalhadores inclusive a multa correspondente a um salário, por atraso, conforme a convenção coletiva de trabalho”, diz Macaé.Ainda de acordo com o sindicato, os trabalhadores prometem prosseguir com a mobilização caso não entrem em acordo com a empreiteira e construtora, comprometendo a finalização da obra. O prazo de entrega dos prédios residenciais e comerciais está previsto para daqui a dois meses.O CasoNa quinta-feira (16), cerca de cem dos 200 profissionais terceirizados que trabalhavam na obra resolveram entrar em greve, em apoio aos funcionários demitidos pela empreiteira Schahin Engenharia, que prestava serviços à construtora. Eles foram dispensados no dia 2 de abril e não receberam os valores da rescisão contratual.