JOGO RÁPIDO

Uma boa escolha e uma decisão certa

Coluna publicada na edição de 5/9/18 do Correio Popular

Carlo Carcani Filho
05/09/2018 às 05:00.
Atualizado em 22/04/2022 às 12:28

Escrevo a coluna antes dos jogos de ontem, que serão analisados na coluna de amanhã. Hoje o assunto foi a decisão que a Ponte Preta tomou no domingo, ao anunciar a contratação do técnico Marcelo Chamusca. Decisão que levou João Brigatti a deixar o clube. Ao contrário do que aconteceu em todas as outras oportunidades em que assumiu o comando da equipe, o ex-goleiro não quis permanecer na função de auxiliar-técnico. Começo por Chamusca. Considero ótima a escolha do clube, já que há várias temporadas o treinador vem realizando bons trabalhos. Começou a se destacar no comando do Fortaleza, nas campanhas de 2014 e 2015 na Série C. Brilhante na fase de classificação, o time sucumbiu em duelos incríveis no mata-mata. No ano seguinte, Chamusca permaneceu na Série C, desta vez à frente do Guarani, um clube que sequer havia passado da primeira fase em 2013, 2014 e 2015. Com um excelente trabalho de Chamusca, o acesso finalmente foi alcançado. Durante uma rápida passagem pelo Paysandu, o treinador recebeu e aceitou um convite do Ceará. Foi chamado após a 7ª rodada, com a equipe em 11º lugar da Série B (aproveitamento de 45,8%). Trinta e um jogos depois, conquistou o acesso em terceiro lugar, com aproveitamento de 59%. Chamusca permaneceu no clube, foi campeão cearense em uma final empolgante com o Fortaleza e foi demitido no início da Série A. Agora, volta à ativa. Assumiu a Macaca na 9ª posição, com 47,2% de aproveitamento em 24 partidas. Terá a missão de, ao fim da 38ª rodada, entregar a Ponte Preta entre os quatro primeiros colocados. O retrospecto positivo indica que Chamusca foi um nome bem escolhido pela diretoria da Ponte Preta. Talvez tenha chegado um pouco tarde, já que vai levar um tempo para que a equipe assimile o seu sistema de jogo. Seria melhor também se tivesse tido a chance de indicar reforços em um período com mais opções no mercado. Agora, o clube tem menos de uma semana para atender a um eventual pedido de seu novo treinador. João Brigatti, profissional querido pela torcida, não quis permanecer no Majestoso. Considero sua decisão correta, já que em diversas oportunidades ele manifestou o interesse de ser treinador. Permanecer como auxiliar em um clube que é uma extensão de sua casa seria uma alternativa cômoda e segura, mas se a intenção é mudar de status, Brigatti fez a escolha certa. Seu desafio, agora, será manter o Paysandu na Série B.

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