O jogo deste sábado em Salvador reúne duas seleções já classificadas para a semifinal da Copa das Confederações e confrontos desse tipo normalmente são desprovidos de dramaticidade. Afinal, qualquer que seja o resultado, os dois estarão em campo no meia de semana. Resta saber quem vai jogar na quarta-feira em Belo Horizonte e quem vai se apresentar na quinta em Fortaleza.
Mais importante do que a cidade, claro, é saber quem estará do outro lado. Se empatar ou vencer, o time de Felipão escapa de um duelo com a Espanha e pega o Uruguai, um caminho teoricamente mais fácil para a final.
Para Felipão, é importante ao menos chegar à decisão. Os elogios pelas performances diante de Japão e México vão se evaporar em caso de derrotas seguidas diante de equipes tradicionais da Europa. O que todos vão falar, e com certa razão, é que a Seleção consegue alguma coisa diante de adversários de nível fraco ou intermediário, mas fracassa diante de candidatos ao título em 2014.
Uma hipotética derrota na decisão seria um fracasso mais fácil de ser digerido e administrado. Perder já na semifinal teria um impacto bem maior no trabalho da comissão técnica e é por isso que o jogo deste sábado tem, para o Brasil, mais importância do que parece.
A Seleção Brasileira mostrou mais futebol do que eu esperava antes do início da competição e por isso a vejo como favorita neste sábado. A Azzurra, ao contrário, está um pouco abaixo da expectativa e ainda por cima não contará com Pirlo, seu cérebro.
Os dois treinadores podem fazer mudanças para dar descanso a uns e observar outros. Para o Brasil, seria uma ótima oportunidade de ver o que Lucas pode fazer no lugar de Hulk, mas Felipão parece cada vez mais convicto de que o forte atacante do Zenit é mais útil do que o habilidoso craque do PSG. Além disso, ele se irrita com os constantes pedidos da torcida para que Lucas entre no time. Deveria ouvir a arquibancada ao invés de se irritar com ela, mas tudo bem.
No comando de ataque, porém, Felipão deve estar bem interessado em observar Jô por mais tempo. Reserva de Fred, jogou poucos minutos nas duas primeiras partidas, tempo suficiente para cumprir o objetivo do titular, que antes da estreia afirmou que pretendia fazer um gol por jogo na Copa das Confederações.
Essa disputa pela camisa 9 era inimaginável. Fred foi bem nos amistosos com Felipão e o reserva Leandro Damião faz atuações discretas há quase dois anos. O inesperado corte do atacante do Inter criou uma inesperada oportunidade para Jô, que, mesmo reserva, é o artilheiro da Seleção ao lado de Neymar.