Lance de treino, fator surpresa e talento fizeram a diferença no triunfo da Macaca sobre a Chapecoense

A Ponte Preta está muito bem treinada pelo técnico Guto Ferreira ( Carlos Sousamos/AAN)
A vitória sobre a Chapecoense, por 3 a 1, sábado (30) à noite, no Moisés Lucarelli, confirmou não só o bom momento do time, mas também a variedade de alternativas de jogo que a Ponte Preta possui. Prova disso é que o primeiro gol surgiu de um lance que é treinado exaustivamente. O segundo veio do "elemento surpresa" depois que Biro Biro assumiu a cobrança de falta. Já o terceiro contou com a genialidade de um talento nato, que é Renato Cajá. O jogo mal tinha começado e a Ponte já abriu vantagem. Aos 6', a falta batida por Cajá no alto e entre os zagueiros é uma das mais exigidas pelo técnico Guto Ferreira nos trabalhos táticos. E deu certo quando Tiago Alves surgiu livre para desviar e fazer 1 a 0. O segundo gol, que saiu da falta perfeita de Biro Biro, é o tipo de jogada que todos esperavam pela batida de Cajá. O baixinho da Macaca se mostrou confiante e acertou o ângulo do goleiro, que nada pôde fazer. Já o terceiro foi um lance de cinema. Cajá roubou a bola no meio de campo, avançou alguns passos e, por cobertura, deixou o goleiro Danilo atônito. “Ele tem uma qualidade que todos já conhecem e foi muito feliz no lance”, disse o camisa 1 da Chapecoense, na saída do gramado. “Percebi que o goleiro sempre ficava adiantado. Pensei: 'o momento vai surgir' e surgiu. Não titubiei e acertei”, comentou Cajá. E, junto a tudo isso, ainda cabe acrescentar a virtude do goleiro Marcelo Lomba, que defendeu um chute à queima-roupa de Roger e fez uma defesa espetacular diante de Ananias no final da partida. O goleiro garantiu a invencibilidade alvinegra no momento em que o jogo estava 2 a 1 e tudo poderia mudar se o empate saísse. A Macaca, que encerrou a rodada em 3º lugar, com 8 pontos, volta a jogar quarta-feira (3), em São Januário, diante do Vasco.