MARIA DE FÁTIMA

Violência psicológica

Maria de Fátima
18/03/2015 às 05:00.
Atualizado em 24/04/2022 às 02:15
Maria de Fátima - IG Paulista (Cedoc/RAC)

Maria de Fátima - IG Paulista (Cedoc/RAC)

A violência psicológica é mais difícil de ser constatada do que a física, e isso se deve, principalmente, porque ela não deixa marcas possíveis de serem observadas. As marcas desse tipo de violência atingem outra esfera, que podemos denominar de psicológica, psíquica ou emocional. Quando se sofre esse tipo de agressão na infância, as sequelas serão piores, e muitas podem se fixar através de traumas.   Vejamos como isso pode ocorrer em uma situação que até pode não ser considerada grave, por muitas pessoas, mas, por exemplo, aterrorizar uma criança, ao dizer que no escuro pode acontecer algo terrível, como o aparecimento de monstros ou fantasmas.   Essa criança provavelmente não vai querer ficar sozinha no escuro, e solicitará a companhia de alguém ou se recusará de todas as maneiras em não ficar à mercê de tais perigos anunciados a ela.   Podemos constatar os estragos causados por uma brincadeira ou mesmo maldade como essa, de se amedrontar uma criança, quando vemos um jovem ou adulto que não consegue dormir com a luz apagada ou mesmo que não enfrenta um ambiente escuro sozinho. Apenas uma ajuda terapêutica eficaz irá remover ou amenizar esse medo.   Também podemos observar como efeito do trauma aqui exemplificado, o jeito inseguro desse indivíduo, que não consegue enfrentar as dificuldades que a vida oferece, e sempre fica na dependência de alguém que julgue ser mais forte e destemido.   Tal pessoa seria por ele considerada como protetora e o livraria do medo das situações perigosas da vida. Alguém com características como essa, de dependência emocional, está sujeito a ser escravo de suas dificuldades e, em muitos casos, de alguém que perceba essa sua fragilidade e tire proveito dela.   Mesmo algo que pode ser considerado como banal, pode prejudicar a vida de alguém, fragilizando-a. Por isso, é importante que certas atitudes, principalmente dos pais ou daqueles que criam uma criança, sejam avaliadas em toda a sua amplitude, para que a violência psicológica seja percebida como tal, e, portanto, seja evitada.

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