Equipamento pode ser usado para retirar aeronaves de todos os portes, como o Boeing 747-8F

O Recovery Kit pode suportar aeronaves da categoria F, tais como a Airbus-A380 e o Boeing 747-8F (Edis Cruz/Divulgação)
O Aeroporto Internacional de Viracopos é o primeiro aeroporto do País a contar com um 'Aircraft Recovery Kit', aparelho usado na remoção de aeronaves quebradas. O equipamento foi apresentado nesta quarta-feira (7) e pesa cerca de 55 toneladas. Trazido de navio da Holanda para o Brasil, o aparelho é composto por um trailer (que pesa 18,3 toneladas), seis bolsas de ar, macacos hidráulicos, compressor, 4 cintas de aço para içamento e diversos outros acessórios capazes de levantar uma aeronave de até 223 toneladas. Desde abril deste ano, Viracopos utiliza um Recovery Kit que havia sido emprestado pela mesma empresa fabricante do equipamento, a Resqtec, até a chegada do aparelho definitivo. O empréstimo serviu para que equipes recebessem treinamento especializado para saber como montar e utilizar o aparelho. Estão aptos para operar o aparelho funcionários da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e de companhias aéreas que realizaram simulações na Republica Tcheca. Para transportar o equipamento do Porto de Santos até Campinas foram necessários oito caminhões, carregando sete contêineres e o trailer.TRANSTORNOS O acidente que ocorreu no dia 13 de outubro de 2012, causado pela quebra do trem de pouso na aterrissagem do avião de cargas da companhia americana Centurion Cargo, foi a primeira vez que se levantou a questão sobre a compra do 'Aircraft Recovery Kit'. Na ocasião, a falta do aparelho causou o bloqueio por quase dois dias a única pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.A dívida gerada, na época, pela permanência da aeronave no pátio aproximou-se de R$ 1 milhão. A Anac aplicou uma multa de R$ 2,8 milhões à empresa americana e, segundo nota da agência, a multa foi aplicada "pelos transtornos causados à ordem pública". O acidente cancelou cerca de 500 voos e afetou ao menos 25 mil passageiros, com prejuízo estimado em R$ 20 milhões às companhias aéreas.