Aquecimento elétrico, cobertura com feno e alimentação especial fazer parte de medidas

Iguana se protege do frio sob lâmpada que emite calor (Luís Fernando Manzoli/AAN)
As baixas temperaturas registradas desde o começo da semana em Ribeirão Preto, principalmente de manhã e à noite, também modificam o cotidiano no Bosque/Zoológico Fábio Barreto.
Quando o frio chega, o Zoológico implanta uma série de medidas para proteger os animais. A maior preocupação é com os répteis, que têm “sangue frio” — não conseguem manter a temperatura do corpo, como mamíferos e aves. Sem proteção, no frio eles ficam mais suscetíveis a doenças e podem até morrer.
No terrário do Zoológico, onde estão expostas tartarugas, serpentes, jacarés e lagartos, as tocas dos animais receberam uma lâmpada especial infra-vermelha (que emite calor) para aliviar o frio, principalmente à noite.
“Os animais sabem a necessidade que têm. Eles vão para a luz quando precisam”, disse Alexandre Gouvêa, diretor do Zoológico. O equipamento fica ligado o dia todo durante os dias mais frios e, segundo Gouvêa, a dificuldade atual é definir quando, exatamente, as mudanças precisam ser implantadas.
“Estou aqui há 18 anos, e antes só mudávamos a rotina para o Inverno em junho e julho. Nos últimos anos, o frio já tem chegado em abril, maio”, afirmou.
Na sala interna do terrário, onde estão serpentes e outros répteis em fase de crescimento, foram instalados aquecedores elétricos e rochas artificiais, que esquentam por meio de energia elétrica, nas jaulas dos animais.
Os mamíferos também têm uma ajuda extra para espantar as temperaturas mais baixas. A maioria dos locais onde ficam os animais tiveram o chão forrado com feno, que ajuda a manter o corpo dos bichos aquecido. Durante a noite, as jaulas das aves são cobertas com plástico para evitar que os animais recebam muito vento.
Alimentação
Além das medidas mais visíveis, o Zoológico também modifica a dieta dos animais nos dias mais frios. “A intenção é que eles tenham uma alimentação mais calórica, que dê mais energia”, disse César Branco, veterinário do Bosque.
Dessa forma, as porções oferecidas às aves, por exemplo, ganham o reforço de amendoim e sementes de girassol, por exemplo, diferente da Primavera e do Verão, quando a alimentação é composta por mais folhas e frutas.
Os bichos também ganham suplementos alimentares — alguns deles oferecidos de forma bastante inusitada. As serpentes, por exemplo, passam a receber suas presas (como ratos, por exemplo) já abatidos e com a injeção de um suplemento líquido. “A gente injeta com uma seringa por baixo da pele dos roedores, e a serpente já ingere o alimento enriquecido”, afirmou Branco.